Projeto OLHAR'ÊS

"Histórias ocultas de mulheres invisíveis"

O que é?
Sabia que o trabalho de milhões de mulheres africanas é o motor do desenvolvimento das suas comunidades, mas raramente é reconhecido ou valorizado?
Eu sou Délio Leite – @deydsenh, artista plástico e arquiteto Cabo-verdiano, e utilizo a minha arte para ajudar a transformar esse esforço invisível em narrativas visuais e verbais potentes. Mais do que a beleza do trabalho destas senhoras, o meu foco está direcionado a combater a sua desvalorização, criando pontes de reconhecimento e dignidade entre África e o mundo.

Porquê?
Muitas vezes, o mundo olha para o trabalho árduo na África através de uma lente de pobreza ou sofrimento. O objetivo principal é tirar a mulher africana do lugar de "vítima das circunstâncias" e coloca-la no lugar de "pilar da civilização". É urgente quebrar este ciclo de "desigualdade de géneros e o seu impacto negativo da sociedade".
o nome OLHAR'ÊS, do qual o "ÊS" significa ELAS na língua crioula de Cabo Verde, reforça este compromisso de valorização do seus contributos, olhando de dentro para fora das suas vidas. 

Como?
Através de exposições da série "OLHAR'ÊS", nas etiquetas de cada pintura exibida contem ligações por meio de QR-Codes à vídeos com poemas que contam a história de cada musa pintada.
Sabendo do poder de transformação que a arte tem, eu convido sempre artistas de outros ramos, para fortalecer a passagem da mensagem.
O projeto nasceu da fotografias da Nídia Menezes, que faz voluntariado no Centro de Idosos de Porto Novo em Cabo Verde, mas além de fotografias, contamos as histórias de cada senhora através de poesias da autoria do rapper e comunicador Indzayz Fortes. Mas, está aberto para ter mais colaborações de outras disciplinas da arte.

O Retorno
- O retorno, mais direto, é a atribuição de 5% do valor da venda de cada pintura a musa correspondente (todas assinaram acordos para este efeito).
- Levar qualquer iniciativa de melhoria de vida das senhoras e dos centros de idosos das comunidades, através da parceria com a Associação Junt'Amor, presidida pela Adriana Reis (ver link das redes sociais da associação aqui).
- Ser porta-voz da "desigualdade de géneros" no meu país (palestras, workshops, entrevistas, documentários).
- Lançar um livro com as pinturas e poesias que conte a história das senhoras.
- Disponibilizar mini-documentários das entrevistas às senhoras (já foram lançadas 2), falando das suas vidas e feitos.